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O Alvo & a Expertise: O negócio da Consultexto

A empresa está focada em ser uma consultoria editorial com foco na escrita.
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Publicado em 20.09.2015 - Edição 885

Tenho abordado nesta coluna temas como empreendedorismo e atendimento. Mas hoje gostaria de pedir licença para falar do que o meu próprio negócio agrega à cadeia editorial e ao mercado. Prometo falar com uma modéstia que, após quase duas décadas de serviços prestados, não dispensa a sensação de que acertamos no alvo. A nosso favor, contam uma clientela fiel e um futuro no qual a qualidade será um valor cada dia mais comum.

Confesso que durante os primeiros anos de nossa consultoria, eu não via — e isso me angustiava — onde encaixá-la entre os negócios existentes. Fazíamos algo antigo, mas o fazíamos de uma maneira nova, incorporando novos meios e valores, reunindo técnicas dispersas. Queríamos cuidar do texto a ser publicado. Cuidar obsessivamente, como se faz no mundo anglo-saxão. E isso envolvia comunicação, atendimento, atenção aos recursos da era digital e a parceiros do nosso “cluster”. Não éramos nem uma nova agência de publicidade nem uma assessoria de comunicação, tampouco uma editora. Onde estava escrito que teríamos que nos enquadrar em uma categoria pré-existente?

A Consultexto, mesmo tendo como locomotiva a revisão de texto, seguida pelo vagão da redação empresarial, caminhou no sentido de se tornar uma consultoria editorial com foco em comunicação escrita. Editorial, no caso não tem a ver diretamente com publicação impressa ou digital em si mesma, mas, sim, com o sentido básico de edição de texto. A Consultexto estava destinada a ser uma espécie de departamento de editoração (sem a programação visual, claro!, tão comum nas grandes editoras) aberto ao mundo, isto é, não ensimesmado, mas voltado para uma clientela diversificada de pessoas físicas, empresas, órgãos e instituições as mais diversas em tamanho e natureza. Afinal de contas, o texto — basta olhar ao redor — está em toda parte: nas embalagens, nas bulas de remédio, nas placas, nos relatórios, nos manuais de uso, nos jornais impressos, nas telas de nossos computadores e smartphones. Sem falar que reina nos livros. E foi neles, por eles e para eles, os livros, que a Consultexto também ampliou a sua hoje já longa expertise como consultoria.

Dessa forma, revelou-se pouco a pouco o enquadramento do negócio: estávamos (como de fato estamos) na cadeia editorial. Ninguém, via de regra, dispensa cuidados a textos de caráter puramente particular. Já os textos públicos (sejam de que natureza forem) merecem toda atenção antes de virem à luz e encontrarem leitores. E é aí que entra o artesanato da edição, da revisão, da copidescagem, das escolhas estratégicas, o universo numeroso das interfaces semânticas entre forma e conteúdo, onde o erro (não só gramatical) sempre espreita para desmoralizar todo o esforço realizado. Nesse sentido, a experiência da preparação de um livro é tão rica quanto específica, uma vez que envolve um labor invisível e pleno de densidade humana, pois é um exigente trabalho de equipe e ao mesmo tempo um processo de gestão.

Concluindo, tenho hoje o orgulho de dizer que o nosso trabalho — pioneiro na sua forma de apresentar-se e de atender ao cliente — veio para somar junto a parceiros de mercado, a exemplo de publicitários, programadores visuais, editores, assessores de comunicação e empresários em geral. Como bem anteviu, logo no começo da nossa história, o consultor Francisco Cunha, da TGI, acertamos no alvo. Ao descobrirmos uma demanda reprimida e percorrer um novo caminho, conquistamos o nosso próprio lugar.  Mas temos outro alvo: o futuro, para continuar servindo e sendo úteis.


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