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Somos todos vendedores

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Publicado em 16.01.1999 - Edição 19
Falando desta maneira parece esquisito. Porém, se analisarmos o que fazemos, chegaremos à conclusão que somos verdadeiros vendedores. Vejam bem: desde pequenininhos nossos pais começam a nos vender idéias. Como? Desde o momento em que começamos a receber educação estamos comprando deles o seu modo de vida. Depois vem o colégio, onde professores e colegas nos vendem seus conhecimentos. Então, começamos a vender também. E isso não pára.

Os jovens quando começam a busca por uma colocação no mercado de trabalho estão comprando de alguém um modo de viver. Quem nunca ouviu alguém dizer: "puxa, como é bonito um homem de terno ou uma mulher usando uma roupa clássica para trabalhar". Isto mostra pessoas que conseguiram vender através de sua aparência o seu modo de vida.

Em todos os momentos de nossas vidas estamos sempre agindo como vendedores. Não que tenhamos sempre um produto a ser entregue em contraprestação de algum valor. Sempre estamos servindo de meio ou fim para uma venda, seja ela comercial ou não.

Voltemos aos jovens. Alguns anos após a sua primeira colocação no mercado de trabalho, seus anseios e vontades começam a mudar. Com o tempo, eles começam a descobrir diversos vendedores, em todos os aspectos. É o colega da mesa ao lado que fez curso no exterior e lhes despertam a necessidade de também fazer; é o vizinho do prédio que trocou de carro e os fazem refletir sobre a possibilidade de comprar um carro melhor. É o chefe que conseguiu uma promoção e mostra que precisam estudar mais para também evoluir profissionalmente.

Assim vivemos, sempre vendendo algo que muitas vezes nem sabemos quem comprou. Entretanto, continuamos vendendo cada vez mais. Assim gira o mundo, mesmo antes de ser inventada a moeda - o símbolo da venda em qualquer operação comercial.

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