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Remuneração Estratégica: uma Ferramenta para a Motivação

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Publicado em Sun Nov 21 21:39:00 UTC 2004 - Edição 321

Foi-se o tempo em que o salário, pago no final de cada mês, era a forma mais eficiente de retribuição do trabalho. Hoje, para competir em um mercado onde as margens de lucro estão cada vez mais estreitas e a motivação das equipes é um desafio permanente, a remuneração estratégica (remuneração indireta + remuneração variável) vem sendo uma ferramenta adotada por um número cada vez maior de empresas interessadas em aumentar sua competitividade. Além do salário fixo mensal, ganhos indiretos, como benefícios e remuneração baseada em metas e desempenho, podem resultar em equipes mais motivadas e produtivas. Nessa entrevista, a consultora Carla Miranda, da Ágilis Tecnologia em RH, integrante da Rede Gestão, fala mais sobre o tema.

 

Que ganhos a empresa obtém ao substituir o salário fixo por uma política de remuneração estratégica?
É importante deixar claro que a remuneração pode ser um fator de motivação ou de desmotivação das equipes — dependendo da forma como é tratada. Uma política de remuneração conduzida de forma adequada pode aumentar a produtividade dos empregados e, conseqüentemente, da empresa. É um jogo de ganha-ganha. Ganha a equipe, que tem acesso a vários benefícios e, em alguns casos, à participação nos resultados. E ganha a empresa, com equipes mais motivadas e comprometidas.

 

Que benefícios podem estar atrelados à remuneração?
Os mais variados tipos de benefício, por exemplo: alimentação, plano de saúde, celular, previdência privada, especializações, capacitações, etc. São inúmeras as alternativas. O fundamental é que esses benefícios sejam percebidos, pela equipe, como parte da remuneração, juntamente com o salário fixo.

 

Qual o papel da comunicação gerencial nesses processos?
O gerente precisa saber comunicar bem a política de remunieração da empresa. Deve haver canais permanentes de diálogo e de acompanhamento, para que possam ser feitos ajustes sempre que necessário. Nesses casos, clareza e transparência são fundamentais.

 

Os salários fixos perdem importância nesse novo cenário?
Alguns empregados ainda permanecem com aquela expectativa do reajuste anual, que vem da época de inflação alta, mas essa não é mais a tônica. A motivação vem de formas alternativas de remuneração, como salários indiretos, participação nos resultados e distribuição de lucros. A equipe tem consciência dos ganhos que obtém com isso. Na última pesquisa das Melhores Empresas para se Trabalhar, das revistas Exame e Você S/A, os profissionais apontaram, como fatores determinantes para continuar nas empresas, os itens: desenvolvimento profissional; equilíbrio: vida pessoal e profissional; remuneração e benefícios; e estabilidade no emprego. Como se vê, remuneração e benefícios não foram as únicas nem as mais importantes variáveis para tornar uma empresa um bom lugar para se trabalhar.

 

Quem pode adotar e como deve ser uma política eficiente de remuneração?
Qualquer empresa pode adotar formas mais atrativas de remuneração, independentemente de seu porte ou área de atuação. Uma política eficiente deve: (1) Ser realista e sintonizada com o mercado. (2) Ser objetiva, ter critérios claros e ser baseada em parâmetros que possam influenciar os empregados. (3) Ter metas claras. (4) Ter critérios transparentes e conhecidos. (5) Ser atualizada sistematicamente.


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