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Motivação Facilita Aprendizado de Língua Estrangeira

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Publicado em 14.12.2003 - Edição 273

Para a grande maioria das pessoas, aprender uma língua estrangeira é uma tarefa muito difícil. Algumas, entretanto, têm mais facilidade. Como explicar essa diferença? Pesquisas realizadas com base na observação sistemática das pessoas que conseguem bons resultados no aprendizado da segunda língua oferecem algumas pistas. A primeira delas é que a motivação se mostra um fator importante, embora complexo.

 

Os pesquisadores apontam para a existência de, pelo menos, dois tipos de motivação. A instrumental é aquela que faz, por exemplo, o aluno estudar para passar numa prova, ser promovido ou vender algum produto ou serviço. Já a motivação integrativa tem como caso típico o imigrante ou uma pessoa que casa com um estrangeiro, por exemplo.

 

A situação pode gerar um grande desejo de se comunicar com base na identificação com o indivíduo ou com a nova cultura. Grande parte das pessoas apresenta uma combinação dos dois tipos de motivação. Mas a integrativa tende a ser mais eficaz. Pelo menos em relação à velocidade da aprendizagem.

 

Outro fator importante é a personalidade. Uma pessoa não precisa ser extrovertida para aprender uma nova língua. Mas quem for um pouco menos inibido e, ao mesmo tempo, mostrar disposição para arriscar e adivinhar vai aprender bem mais rápido. Em outras palavras, tolerar um pouco de ambigüidade e compreender que errar faz parte do processo representam uma vantagem significativa.

 

 Mas existe esperança para quem não tem a chance de vivenciar o idioma por residência, convívio ou desinibição? Existe. As pesquisas também mostram algumas estratégias que podem facilitar a aprendizagem. Prestar atenção no sentido que as palavras transmitem é uma ótima dica. Ter a capacidade de monitorar a própria fala e a dos demais é outra. Procurar perceber a lógica que o idioma possui também é válido.

 

Para concluir, vale lembrar que as pessoas que aprendem a se comunicar bem em uma língua estrangeira não dependem, em sua grande maioria, apenas da sala de aula. Elas têm autonomia, buscam conhecimentos e aproveitam todas as oportunidades de se comunicar e praticar.


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