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Flexibilidade: bom senso e vanguardismo

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Publicado em Sun Aug 29 10:04:00 UTC 1999 - Edição 50
Quais as características essenciais aos profissionais que ocupam cargos de chefia dentro de uma empresa? A maior parte das pessoas responderia a essa pergunta com adjetivos como: decidido, fluente, convincente, persuasivo, motivador, desafiante ou determinado. Mas, para a consultora Silvia Uchôa, da JCR & Calado, existe uma característica que, embora fundamental para os profissionais que desempenham atividades estratégicas, vem sendo relegada a um segundo plano: Flexibilidade. "O profissional flexível está aberto a inovações e a quebra de paradigmas. Dessa forma, ele não só se permite amadurecer, como desenvolve o potencial dos que estão à sua volta", define.

Para Sílvia, o profissional que adota a flexibilidade como princípio escuta, ouvindo; pensa, ponderando; considera, valorizando; aprende, ensinando e enxerga a crítica como uma oportunidade para a reflexão e o aprimoramento. Ao considerar opiniões divergentes, ele ruma à inovação e vence pela diplomacia. "O ser flexível não impõe", ensina. "Pede opinião, defende seu ponto de vista após um processo de maturação e formaliza-o como mérito conjunto", observa.

A consultora afirma que a maleabilidade dentro de uma empresa pode ser praticada em diversos níveis. Desde a negociação de férias, prazos e horários, até - e principalmente - às questões relativas a pontos de vista, metodologia, teorias, técnicas e abordagens. "Saber ouvir críticas e pedir sugestões, estar aberto a quebras de paradigmas e incentivar o espírito questionador de uma equipe são meios de estimular a criatividade, despertando o espírito participativo, a competitividade salutar e a busca pela superação", analisa. Para ela, a adoção de uma política flexível desencadeia um processo desafiante, que desperta o potencial pessoal e profissional dos colaboradores de uma organização. Nesse contexto, os verbos devem ser: permitir, estimular e incentivar para, depois, cobrar. Dessa forma, a exigência e a cobrança, dentro do relacionamento chefia-subordinados, se dão de forma mais espontânea, receptiva e sadia, sendo revertidas em resultados promissores.

"Podemos conceituar essa postura como a de uma organização que pratica o legítimo princípio do empowerment e desenvolve na prática a gestão participativa, rumando à modernidade e à excelência", define. A consultora destaca, no entanto, que a flexibilidade nunca deve ser praticada em detrimento ao respeito à hierarquia, necessária e salutar, da ordem e das normas inerentes à organização funcional. "É tudo uma questão de bom senso", considera.

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