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Brasil e Pernambuco sob Nova Presidência

No lançamento da Agenda TGI 2011, o consultor Francisco Cunha mostrou os desafios para manter a tendência de crescimento econômico.
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Publicado em 05.12.2010 - Edição 635

          Com um mercado interno forte, o Brasil não só conseguiu escapar da pior crise internacional dos últimos oitenta anos, mas também manter o ritmo de crescimento econômico elevado, ficando abaixo apenas dos países asiáticos. O novo governo tem excelentes chances de manter o crescimento a taxas acima de 5% ao ano se superar alguns desafios. Além de depender do desempenho da economia mundial, em especial da chinesa, precisará lidar com gargalos internos importantes, como as baixas taxas de poupança e investimento. Já Pernambuco, apesar da crise internacional, continua diante da melhor oportunidade de desenvolvimento dos últimos cinquenta anos e da próxima geração. Para concretizá-la, entretanto, precisará enfrentar com competência pública e empresarial entraves como escassez de mão de obra especializada e sobrecarga na infraestrutura. 
          A avaliação foi feita pelo consultor Francisco Cunha, diretor da TGI Consultoria em Gestão, durante o lançamento da Agenda TGI 2011, realizado no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, no dia 02 de dezembro. Ele falou para mais de mil empresários, executivos e profissionais convidados sobre o tema Um Novo Horizonte de Desenvolvimento Perspectivas e Desafios do Brasil e de Pernambuco na era Pós-FHC/Lula, sob Nova Presidência, avaliando a conjuntura atual e traçando os cenários mais prováveis para os próximos anos no mundo, no Brasil e em Pernambuco. 
          O Brasil, depois de décadas de crescimento medíocre, conseguiu resolver alguns de seus gargalos mais fundamentais, com a estabilidade econômica, no governo FHC, e a retomada dos investimentos sociais, no Governo Lula. A combinação, ao longo dos últimos dezesseis anos, de estabilidade financeira, responsabilidade fiscal, crescimento econômico, políticas sociais proativas e expansão do crédito deixou o País em 2010 numa situação confortável, a despeito de toda a turbulência internacional. “Se o ambiente internacional não se deteriorar e a China não destrambelhar, o Brasil tem excelentes chances de crescer, por pelo menos uma década, a taxas acima de 5% ao ano, sem inflação, chegando ao posto de quinta ou sexta economia do planeta até 2020”, afirmou o consultor. 
          Pernambuco – Para Francisco, o Nordeste se beneficiou muito com o novo surto de crescimento do Brasil e tem potencial para crescer, ainda pelos próximos anos, acima do País. “Todavia, para que esse crescimento seja sustentado, será necessário que os próximos governos federais tenham políticas de desenvolvimento regional explícitas e eficazes”, ressaltou. 
          Impulsionada pela chegada dos investimentos estruturadores, a economia de Pernambuco cresce a taxas chinesas, acima da média do Nordeste e do Brasil. Com a retomada da atividade industrial, a perspectiva é de que o PIB estadual cresça a uma média mínima de 5% ao ano até 2030, triplicando o tamanho da economia pernambucana em 25 anos. Para colher os resultados desse cenário otimista, o Estado, suas empresas e seus profissionais têm que vencer alguns desafios importantes. Os principais gargalos são a escassez de mão de obra especializada, a concentração espacial da economia na RMR e Zona da Mata, a concentração na economia do petróleo e a sobrecarga sobre a infraestrutura. 
          Na opinião do consultor, os obstáculos devem ser encarados e tratados com realismo para que essa trajetória seja potencializada. “Os setores público e privado terão que fazer um esforço competitivo gigantesco, inclusive para que o Estado se prepare para a era pós-petróleo. É verdade que se trata do ‘bom problema’ do desenvolvimento, mas exigirá um nível de competência pública, empresarial e profissional muito maior do que o que nos acostumamos a ter até agora”, afirmou.


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