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Parque Capibaribe Pretende Mudar a Cara do Recife

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Publicado em 09.08.2014 - Edição 827

Durante a última reunião da Rede Gestão, realizada na última quinta-feira, dia 7, os arquitetos, professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coordenadores do Parque Capibaribe - Caminho das Capivaras, Roberto Montezuma e Luiz Vieira, sócios da AFM Arquitetos e Luiz Vieira Paisagismo, associadas à Rede Gestão, apresentaram o projeto que tem como objetivo repensar o Recife integrando seus habitantes. A ideia do trabalho é apresentar para discussão um novo projeto urbanístico, resultado de um convênio inédito entre a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), através da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife, e a UFPE. A área de influência do Parque na primeira etapa atingirá 400 mil pessoas, com uma extensão de 30 km, abrangendo 35 bairros do Recife, e prevê o aumento da área verde pública da cidade de 0,7 m²/hab (2014) para 20 m²/hab (2037).

A partir de um projeto que visa urbanizar a cidade com base nas possibilidades que o Rio Capibaribe oferece, a iniciativa foca no potencial paisagístico e de integração espacial que restitui a natureza de uma cidade cuja máxima característica é a abundância de água. O projeto também integra o rio com espaços verdes, envolvendo os bairros que o margeiam; pensa o redesenho de ruas e formas de ocupação; e, não esquecendo a mobilidade, articula transportes motorizados, bicicletas, barcos e pedestres. “Não adianta pensar uma cidade sem pensarmos como ela é e onde ela quer chegar. As cidades são complexas e exigem uma visão de futuro”, ressaltou Montezuma.

Para pensar o projeto, o convênio reúne 12 grupos de diversos departamentos da universidade e de diversas áreas de ensino, 48 pesquisadores das áreas de Engenharia, Sociologia, Biologia, Recursos Hídricos, Agronomia, Botânica, Resíduos Sólidos, Paisagismo, Habitação, Estudos Espaciais de Morfologia, Ergonomia, como também grupos ligados à mobilidade urbana, ao desenvolvimento sustentável e ao desenho urbano.

No que diz respeito à solução para uma cidade que apresenta cenários e circunstâncias ambientais tão diversas, o projeto se inspirou em outros centros urbanos que já passaram por processos semelhantes, como a maximização das opções de tráfego misto utilizada em Medellín, na Colômbia; a articulação de conexões curtas e longas que privilegiam o pedestre e o ciclista, como em Seul, da Coreia do Sul; e o estabelecimento de novas paisagens e áreas de permanência, como feito em Nova York, nos Estados Unidos.
 
Além da implantação de um projeto ambiental e de embelezamento, o Parque Capibaribe é voltado para a inclusão dos habitantes no seu próprio espaço, não deixando de lado a contextualização e a opinião de quem vive nas áreas a serem modificadas. Pensando nisso, estão sendo desenvolvidos métodos que permitem o diálogo, como a promoção de workshops em que os moradores experimentam as ideias a serem implantadas e a criação de uma plataforma aberta e georreferenciada online, cujo objetivo é conscientizar as pessoas de forma colaborativa e democrática, verificando se as ideias propostas são pertinentes às necessidades da população que vive às margens e nos arredores do Capibaribe.
 


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