Coluna

|Variedades - Acontece na Rede

Coluna

|Variedades - Acontece na Rede

Veja por autor

Contagem Regressiva para o Cais do Sertão

Instalado em um antigo armazém do Porto do Recife, espaço promove uma experiência de imersão no sertão nordestino, inspirada pela obra do Rei do Baião.
whatsapp linkedin
Publicado em 13.10.2013 - Edição 784

Um dos mais modernos equipamentos culturais do País, o Cais do Sertão Luiz Gonzaga, em instalação no local do antigo Armazém 10 do Porto do Recife, será inaugurado no dia 13 de dezembro deste ano, marcando o encerramento das comemorações do centenário do Rei do Baião. O projeto foi apresentado por Gilberto Freyre Neto, da Fundação Gilberto Freyre, instituição integrante da Rede Gestão, na reunião mensal da Rede, realizada no Pátio Café e Cozinha.

Com 7.500 m2 de área construída, a proposta do Cais do Sertão é ser bem mais do que um museu para abrigar o acervo e reverenciar a obra do mais importante artista pernambucano. Utilizando recursos expositivos e tecnológicos inovadores, o espaço irá proporcionar aos visitantes uma experiência de imersão no universo do Sertão nordestino — origem e fonte de inspiração de Luiz Gonzaga — em toda sua riqueza, diversidade e complexidade.

O Cais do Sertão está orçado em R$ 97 milhões, recursos do Ministério da Cultura e do Governo de Pernambuco. Para a execução do projeto, foram firmados convênios com o Porto do Recife, o Porto Digital e a Fundação Gilberto Freyre.

A concepção e o desenvolvimento do museu ficaram a cargo de um grupo de especialistas, incluindo a pernambucana Isa Grinspum Ferraz, responsável pela curadoria e pela direção de criação. Isa, que também trabalhou na concepção do Museu da Língua Portuguesa, envolveu na equipe de criação nomes como Tom Zé, José Miguel Wisnik, Antônio Risério e Frederico Pernambucano de Mello. Cineastas pernambucanos como Lírio Ferreira, Paulo Caldas, Marcelo Gomes, Kleber Mendonça Filho e Camilo Cavalcanti, além do xilogravurista e cordelista J. Borges, estão entre os nomes que produzirão conteúdo para compor o acervo.

"Por suas características peculiares, o Cais do Sertão Luiz Gonzaga extrapola a dimensão cultural e turística normalmente associada a um museu. O equipamento irá se integrar às cadeias econômica, tecnológica, educacional e de meio ambiente, atuando, por exemplo, na formação de profissionais e de quadros técnicos especializados", destaca Gilberto Freyre Neto. Também irá estabelecer uma relação direta com outros museus e espaços culturais locais, impactando toda a dinâmica do Bairro do Recife, e contribuirá para a integração dos polos culturais do Estado, consolidando o eixo Recife-Exu. O Cais do Sertão pretende, ainda, articular-se com redes de museus do Nordeste, do Brasil e do exterior.

O Cais do Sertão Luiz Gonzaga está dividido em dois módulos:
Módulo 1: Neste local, de 2 mil m2, será instalado o museu com modernos espaços para conhecimento do Sertão e do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, através de acervo físico e intervenções tecnológicas. As obras físicas estão 100% concluídas, e o conteúdo está em fase de produção e implantação.

Módulo 2: Corresponde ao Centro Cultural com auditório, salas para oficinas, restaurante, café e espaços de ambientação e convivência. A área total é de 5,5 mil m2. As obras físicas estão em fase de execução, com previsão de inauguração no final de 2014.

Para Gilberto Freyre Neto, com o Cais do Sertão, o Recife salta para um novo patamar em exibição museográfica, recebendo um equipamento cultural de altíssimo valor agregado, em sintonia com os melhores museus do mundo. "O Cais do Sertão terá uma infraestrutura de segurança que nos permitirá trazer para Pernambuco obras de arte de altíssimo valor, viabilizando a vinda de grandes exposições internacionais.”


Rede Gestão