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Gestão do Estresse: um Reflexo Direto no Desempenho da Empresa

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Publicado em 21.09.2014 - Edição 833

As cobranças diárias que movimentam a engrenagem de qualquer empresa estão diretamente ligadas à obtenção de resultados, ao atingimento de metas e à melhora do desempenho da equipe. Isso tudo também gera, quase que de forma geral, um ambiente mais estressante e uma atmosfera carregada. Um diagnóstico que não atinge apenas os cargos mais altos da empresa, mas todos os empregados que lidam diariamente com as exigências do mercado.

Diante desse quadro, a ÁgilisRH realizou, em parceria com o Mestre em Psicologia do Trabalho pela Universidade de Barcelona, Francisco da Costa, durante o mês de agosto, vários trabalhos sobre Gestão do Estresse. O tema foi discutido em grupos focais, junto com gerentes de Recursos Humanos de empresas pernambucanas, e ainda em oficinas e workshops em grandes empresas do Estado.

Segundo Francisco, o estresse além do trabalho tem relação direta com a forma como vivemos. Alimentação equilibrada e práticas de atividades físicas são alguns dos hábitos saudáveis que ajudam a deixar o corpo mais leve, aumentam nossa capacidade para lidar com as pressões e logo contribuem para um comportamento menos estressado no ambiente de trabalho.

Durante as reuniões dos grupos focais, o que observamos foram exatamente pontos semelhantes no que diz respeito à forma como o estresse afeta negativamente as competências mais importantes, não só para a saúde, como também para a produtividade das empresas. Os participantes destacaram habilidades de relacionamento, atendimento ao cliente, criatividade, tomada de decisões e a própria capacidade dos líderes de conduzir e motivar os trabalhadores, também sujeitos desse impacto negativo.

Os participantes, profissionais da área de Recursos Humanos, identificaram também uma série de manifestações do estresse em seus diferentes contextos de trabalho: as dificuldades de comunicação, a má gestão de conflitos, a irritabilidade e a diminuição da produtividade. Além disso, os gestores também apontaram o estresse como causador de doenças — motivo de frequentes ausências ao trabalho —, porém foi consenso que a presença dos trabalhadores que estão em um período de estresse acaba afetando negativamente também o desempenho de colegas e subordinados e a produtividade geral da empresa.

Em relação às práticas de controle do estresse, os participantes observam que existe uma excelente aceitação por parte dos empregados, que julgam como um cuidado por parte da empresa a maior parte das iniciativas. Por outro lado, observam que muitos gestores ainda se prendem mais ao operacional da empresa e têm dificuldade em entender a importância do controle do estresse como um investimento em qualidade e produtividade. Assim, ainda são necessários alguns passos para que muitas empresas adotem uma visão moderna e mais adaptada ao contexto competitivo e de constantes mudanças em que vivemos. A boa gestão do estresse e da saúde representa qualidade de vida para o empregado e produtividade com qualidade para a empresa.
 


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