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|Planejando a Carreira - O profissional em foco - Carlos Alberto Valença

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Planejando sua carreira profissional

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Publicado em 20.07.2014 - Edição 824

O caso que vou apresentar não é único mas bastante comum, até, num mercado de trabalho cada vez mais concorrido.

Tratava-se de um longo processo seletivo que incluía requisitos como: ser jovem; ter formação superior em escola de primeira linha, com cursos de pós-graduação ou MBA executivo, excelente relacionamento interpessoal, raciocínio lógico apurado, capacidade de analisar cenários e sintetizar relatórios. Além disso, o perfil ainda pedia: inglês fluente e espanhol avançado, total domínio das ferramentas de informática; e muita ambição para ascender de forma rápida em uma empresa que crescia a taxas de dois dígitos nos últimos três anos.
 
Depois de várias análises e entrevistas, o jovem selecionado reunia uma boa parte das características solicitadas uma vez que reunir todas seria exigir demais (afinal, embora muitas empresas acreditem que existe o candidato perfeito, isso, infelizmente, não é verdade).
 
O jovem selecionado, tendo competido com outros 20 candidatos, após oito entrevistas com gestores de diversas áreas da empresa, ainda teve que responder perguntas tão diversas e inúteis, como se sabia onde ficava a Costa do Marfim, Gana e Bósnia, além de dar e informações sobre livros que leu recentemente, filmes que assistiu e pratos de sua preferência.
 
Finalmente, depois de todas as indagações, surge a pergunta decisiva para a contratação:
 
- O que você quer ser daqui a cinco anos, caso seja contratado?
- Presidente da empresa, claro!, respondeu o candidato.
- Você é doido? Rebateu o gerente com os olhos arregalados.
- E precisa ser, é?
 
Esse caso, ajuda a ilustrar o que acontece com certa frequência em muitas empresas durante os processos seletivos. Algumas delas, inclusive, com destacada atuação no mercado. Por um lado, empresas que prometem a possibilidade de rápida ascensão profissional; por outro, jovens bem preparados e ambiciosos oriundos de uma geração (nascidos na década de 1980) criada em ambientes de muita mudança e que assistiu o surgimento de algumas carreiras meteóricas, especialmente em empresas na área de informática.
 
Ao jovem do caso, desejo muito sucesso, porque certamente terá que passar por muitos desafios e etapas antes de atingir o topo da empresa, como: formar, motivar e desenvolver equipes; melhorar processos; reduzir custos; visualizar novos negócios; aumentar a competitividade; e gerar resultados, entre outros desafios.
 
Todos sabemos que é fundamental para uma exitosa carreira profissional experiência e maturidade. Todavia, isso só se consegue com o tempo, não tem jeito. Algumas pessoas conseguem mais rápido, outras mais lentamente e um terceiro grupo (mais numeroso), nunca. A verdade é que os profissionais mais conscientes e ocupados com suas carreiras tentam melhorar seu desempenho buscando informações sobre o mercado onde atuam e procurando saber quais as características técnicas e comportamentais que as empresas estão exigindo para contratar novos colaboradores.
 
Para o profissional é importante focar nas suas competências, saber para onde quer ir e avaliar até onde pode chegar. Este negócio de que o céu é o limite de que cada um será o que quiser, serve muito bem para vender livros de autoajuda e criar um exército de frustrados. Planejar a carreira é necessário e possível. Cada um deve assumir as rédeas de sua trajetória, não esperar que outros o façam, inclusive a atual empresa onde trabalha.

 


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