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Intercâmbio Também É Coisa de Adulto

Além de acelerar o aprendizado da língua, a experiência de viver em outro país traz uma série de ganhos para o profissional.
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Publicado em 04.07.2010 - Edição 613

          Para muita gente, fazer intercâmbio em outro país para aprender uma língua estrangeira ainda é uma atividade tipicamente adolescente, restrita à turma teen. Os ganhos obtidos com essa prática, entretanto, têm ajudado a mudar essa imagem. É cada vez maior o número de profissionais que optam por “turbinar” o seu aprendizado na língua inglesa com uma experiência de intercâmbio. Os resultados são muito positivos. Além de permitir uma evolução significativa na fluência da língua, a experiência de viver em outro país, mesmo por um curto espaço de tempo, é muito enriquecedora, ao permitir o contato com outras culturas, a convivência com pessoas de várias nacionalidades e a possibilidade de adotar uma rotina completamente diferente da habitual.
          O intercâmbio potencializa o aprendizado, promovendo uma verdadeira imersão na língua estrangeira — em grande parte dos casos, o inglês. Optar por um programa de um mês em um país estrangeiro, por exemplo, equivale a vários meses de aula em um curso  regular. Esse tipo de programa acelera o aprendizado, amplia o vocabulário, melhora significativamente a fluência e, além de tudo, motiva o aluno, que consegue perceber com mais clareza a importância da língua ao constatar que, de fato, o mundo fala inglês. Além disso, após um intercâmbio, o aluno passa a ter uma nova visão sobre o seu próprio processo de aprendizagem, tornando-se mais consciente de suas dificuldades e conduzindo seu curso regular de forma mais direcionada.
          Mas os ganhos vão muito além do domínio da língua estrangeira. O intercâmbio permite um mergulho em outra cultura e a imersão em uma nova rotina, na qual o aluno vai interagir o tempo inteiro com nativos e pessoas de outras nacionalidades. Atividades cotidianas, como utilizar o transporte público ou fazer compras, se tornam experiências enriquecedoras não só pela possibilidade de praticar o inglês, mas pelo contato com essa diversidade cultural. Mais maduros e experientes, os adultos podem aproveitar essas oportunidades ainda mais do que os adolescentes e jovens.
          Hoje já existem programas sob medida para alunos adultos, com vários formatos. É possível focar o aprendizado apenas no inglês ou tornar a experiência ainda mais produtiva fazendo um curso em inglês em alguma área de interesse pessoal do aluno, como gastronomia, moda ou artes, por exemplo. Ou ainda conciliar o intercâmbio com um programa que complemente ou atualize sua formação profissional — as alternativas são inúmeras. 
          As opções de acomodação também são variadas. As mais procuradas são as instalações das próprias instituições de ensino ou casas de família. Além de ser uma alternativa mais barata, a interação com a família é, para muitos alunos, tão ou mais produtiva do que as atividades em sala de aula.
          O ideal é que o intercâmbio tenha a duração mínima de um mês. Para aproveitar melhor a experiência, é importante que o aluno tenha uma boa base e esteja pelo menos em nível intermediário, já que, quanto mais preparado, melhores serão seus resultados. Uma boa alternativa é aproveitar o mês de férias para realizar um programa de intercâmbio — unindo turismo, lazer, cultura e aprendizado. 
 


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