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|Gestão de Negócios - Planejamento - André Cavalcanti

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Planejamento contínuo é estratégico na vida empresarial

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Publicado em 26.11.2019 -

 No momento de concepção de uma ideia de negócio, o nascer de uma empresa, os pensamentos não poderiam ser mais positivos e ambiciosos. Contudo, o grande esforço que envolve tirar algo do papel e perpetuar uma atividade no mercado não deve ser negligenciado. Um fator comum para que a taxa de mortalidade do SEBRAE seja tão alta é simplesmente a falta de preparo do time empresário para o desafio de empreender. O não conhecimento das barreiras, dificuldades, burocracias e custos. Nesse momento inicial, o primeiro passo deve sempre ser iniciar um planejamento mais detalhado possível. 

No início de um negócio, é necessário simular a existência da empresa, dentro das melhores e mais realistas expectativas, considerando exaustivamente todos os fatores. No cenário pretendido, a empresa vai prestar serviços ou vender mercadorias? Ou ambos? Quais serão os parceiros chave para o negócio? Quais serão os custos mínimos para o negócio se manter? Você possui esse capital ou buscará financiamento com banco/investidores? 
 
São perguntas simples, mas que fazem toda a diferença no desenvolver do negócio, evitando que em determinado momento a empresa se veja sem caixa, forçada a aderir a um capital caro (juros ou até sócios). Mas apesar da natureza incipiente dessas questões, elas nem de longe devem ser feitas apenas no início de uma nova organização. O crescimento de uma empresa é um desafio constante, onde o cenário político, econômico, social muda constantemente. Tão logo, é natural que o planejamento seja revisitado periodicamente. 
 
A avaliação de se os objetivos estão sendo alcançados, se os recursos da organização estão dedicados à sua missão, se não houve uma mudança relevante que necessite de um ajuste nas expectativas. O plano é dinâmico, e isso acaba requerendo um pulso firme e, ao mesmo tempo, capacidade de se adaptar do empresário. Para revisitar periodicamente seu plano, é comum à administração desenvolver métricas, indicadores e algumas vezes, a uma auditoria interna. E como diria Peter Druker:
 
“O que não pode ser medido, não pode ser melhorado.”
 
Então a administração precisa saber os números, os resultados, ajustar o processo com frequência, eliminar anomalias, manter o organismo vivo e saudável. Muitas vezes, um controle ineficiente, que pode ser substituído por um software completo, pode causar um atraso significativo no crescimento ou até mesmo a diferença entre negócios prósperos, que sabem o que precisam fazer e quando precisam fazer para se manterem competitivos, de negócios que sentem dificuldade para simplesmente se manter no mercado, mesmo com uma margem de lucro exígua.
 
André Cavalcanti, sócio da Valore Contadores Associados, empresa integrante da Rede Gestão (andre.cavalcanti@valore.com.br)
 

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