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Deixando 2017 para trás

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Publicado em Thu Nov 23 02:41:00 CST 2017 -

 Muitos profissionais estão torcendo para que o ano de 2017 chegue logo ao fim e que 2018 possa chegar com um novo animo e novas oportunidades. Apesar de todos os problemas causados pela turbulência politica que o Brasil atravessa, já temos sinais de que os indicadores econômicos estão melhores ou que, simplesmente, deixaram de piorar.

As empresas que conseguiram sobreviver àquela que é considerada a pior crise econômica da nossa história estão olhando para o ano de 2018 com algum otimismo e sabem que as crises, assim como as tempestades, um dia passam e que a vida continua.
 
A taxa de 14% desempregados no país é coisa assustadora. Os jovens são os mais atingidos, pela pouca experiência e qualificação para este segmento da força de trabalho, a taxa passa dos 20% para idades entre 18 e 30 anos.
A inflação de 2017 está prevista para atingir 3% ou menos, abaixo do que foi previsto no inicio do exercício, a SELIC vem sofrendo constantes reduções e já está na casa dos 8%. O crédito, mesmo com todas as restrições, tornou-se mais responsável, apesar dos cartões de crédito e cheques especiais. Se observarmos ao nosso redor, mesmo quando estamos nos infindáveis engarrafamentos de trânsito, todos que estão ali parados estão consumindo algo, que seja o combustível, os pneus ou peças de reposição, enfim, produtos que estão sendo produzidos e comercializados, em quantidades menores, mas estão circulando.
 
Nos processos seletivos que conduzimos, nos deparamos com diversas situações, muitas delas antagônicas:  profissionais com salários maiores demitidos para ajuste de orçamento, alguns trocados por outros menos qualificados e com salários menores. Muitas funções sendo extintas ou ganhando nova dimensão e abrangência.
 
Por outro lado, vale salientar, algumas empresas criaram novos cargos para poder enfrentar a concorrência e adversidades com mais competitividade, outras trocaram profissionais com limitações por outros mais experientes e com salário maior, na contramão da redução de custo, mas na direção da busca pela eficiência e, com certeza, fizeram o caminho correto.
 
O número de novas pequenas empresas também explodiu nos últimos três anos. Empreender passou a ser a tábua de salvação de muitos que perderam o emprego e resolveram colocar as suas economias e ideias em seu próprio negócio. Uma pena que a mortalidade destas  novas empresas continue tão alta, principalmente pela falta de planejamento e de um ambiente mais receptivo aos novos negócios, com menos burocracia e impostos. É muito difícil empreender no Brasil.
 
Outra rota de fuga é a opção por emprego público, via concurso, mas esta modalidade está cada vez mais escassa, devido à limitação orçamentária de um estado que gasta muito mais do que arrecada e presta serviço, geralmente, de péssima qualidade.
 
Receita pronta para obter sucesso não existe, mas podemos ressaltar a qualificação, criatividade, persistência e  planejamento  como alguns  elementos que devem ser levados em consideração  para  sobreviver  num mercado em constante mudança e disrupções.
 
 
 
 
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