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A necessidade da gestão de um plano de saúde empresarial

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Publicado em Thu Sep 28 10:29:00 CDT 2017 -

 Nas últimas duas décadas, houve no Brasil uma grande consolidação no mercado de operadoras de planos de saúde. No Recife do início dos anos 2000, por exemplo, chegamos a ter uma oferta para contratação de pelo menos 20 opções de operadoras de planos de saúde. Atualmente, temos apenas seis opções para contratação de planos de saúde. E mais: dessas seis, apenas duas oferecem opção de contratação no formato de plano individual. Esta concentração de mercado se deu muito em função da regulamentação do setor ocorrida a partir de 1998, que passou a exigir das operadoras um grau de profissionalismo muito grande e também de reservas técnicas muito acima da capacidade de algumas.

 
Como ocorre em todo mercado em que existe pouca oferta e muita procura, os preços das taxas mensais dos planos de saúde passaram para patamares muito altos. É claro que não foi apenas essa concentração que fez com que os preços das mensalidades ficassem mais altos. Em conjunto com isso tivemos ainda um viés de alta nunca visto na inflação do setor saúde e consequente um aumento significativos dos custos de utilização dos serviços médicos.
 
Outro agravante para os beneficiários de planos de saúde, é que as operadoras deixaram de oferecer a modalidade de contratação de plano individual. E mais: o grau de exigência das operadoras para aceitação do risco para contratação do plano empresarial, também passou a ser muito grande. Ou seja, o consumidor passou a ter a sua disposição no mercado um serviço com custo muito alto e em não raras situações não ser nem aceito pela operadora, mesmo pagando as taxas exigidas em suas tabelas de comercialização. Numa máxima de mercado, não é exagero afirmarmos o seguinte: Antes o consumidor escolhia o seu plano; agora, o plano é quem escolhe o consumidor.
 
Por todas essas razões, é muito importante que as empresas que atualmente mantém um plano de saúde para seus funcionários, ou que desejem contratar no futuro um plano no formato empresarial, passem a gerir com um alto grau de profissionalismo o seu contrato. Isso é necessário por dois motivos principais: primeiro porque, diferente dos planos individuais, os reajustes aplicados nas mensalidades dos planos empresarias não são regulados pela ANS (Agencia Nacional de Saude Suplementar), ou seja, o que prevalece nesse tipo de contratação é a livre negociação entre as partes que permite muitas vezes a aplicação de percentuais de reajustes altíssimos em função da alta sinistralidade (índice que relaciona as receitas com as mensalidades e as despesas médicas em um determinado período do contrato). Em segundo lugar, existe ainda um grande risco que corre o consumidor do plano empresarial pelo fato da operadora poder solicitar a rescisão unilateral do seu contrato.
 
Então, é muito importante que haja um acompanhamento de perto da gestão do plano empresarial. Este acompanhamento permite que sejam efetuadas ações preventivas e corretivas de modo que o contrato tenha sempre um resultado literalmente saudável, seja no atendimento médico, mas também no resultado financeiro do mesmo. Costumo afirmar que o trabalho de gestão realizado por uma consultoria séria e experiente no setor, não tem como garantir uma redução da sinistralidade do contrato. No entanto, caso não sejam realizadas essas ações corretivas e preventivas, certamente os impactos e os riscos na próxima renovação do seu contrato serão muito mais severas, caso não haja um acompanhamento adequado.

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