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|Gestão de Negócios - Dicas Financeiras - Sérgio Ferreira

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Você conhece os números do seu negócio?

Interpretar bem os dados ajuda na projeção de cenários de curto, médio e longo prazo, auxiliando as empresas principalmente nos momentos de crise.
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Publicado em Sun Nov 15 10:30:00 CST 2015 - Edição 893
Não só nos momentos de crise, mas é evidente que sempre é necessário acompanhar os números financeiros da sua empresa. É verdade que, quando as coisas vão bem, não se percebe sintoma de possível problema, normalmente os líderes ficam tranquilos e podem vir a relaxar os controles. Não é o correto, mas até naturalmente isso acontece, como nas coisas usuais da vida e na própria saúde: quando começa a dor é que se procura o médico ― nem todos têm o hábito da prevenção e do checkup.
 
Quanto à administração financeira, um esclarecimento: conhecer os números da empresa não é apenas ter em mente os valores mais importantes que estão na contabilidade, como faturamento, custos com mercadorias, serviços ou matérias-primas e os valores da folha de pagamento e dos impostos. Conhecer, no caso de economia empresarial e finanças, é analisar os valores monetários e os quantitativos, para, partindo da análise, projetar e acompanhar os números do negócio.
 
Ressalta-se que a contabilidade é voltada principalmente para registrar a movimentação financeira. Então, muitas vezes não se pode exigir dos contadores informações sobre os dados quantitativos e as unidades de medida que geraram os lançamentos, pois tudo vai depender da qualidade das informações que são passadas a esses profissionais. Ainda assim, muitos donos ou gestores de empresas ficam tranquilos apenas sabendo que os números estão bem arquivados. Na verdade, isso significa deixar os dados no arquivo morto. Porém, os números da empresa precisam ter vida!
 
Para ter vida, os valores devem ser trabalhados e postos em planilhas e gráficos, de acordo com as especificidades de cada empresa. Dessa forma, os dados possibilitam análises, comparações e acompanhamento de projeções anteriores, nos cenários de curto, médio e longo prazos. Feito isso, podem-se comemorar os acertos ou, por outro lado, parar para pensar sobre o que fugiu ao esperado. Neste último caso, é tratar de corrigir o que for possível ou se preparar adequadamente para enfrentar a dificuldade, seja um mero problema, seja uma grave crise. 
 
Quando um empresário contrata um consultor econômico-financeiro para apoiar no planejamento e acompanhamento dos seus números ― que algumas vezes são difíceis de obter nas empresas, mas outras vezes estão disponíveis nos computadores, e apenas as ferramentas dos sistemas não estão sendo devidamente utilizadas ―, é impressionante como esse trabalho gera bons resultados para os empresários e gestores. A razão é óbvia.
 
Ora, o simples exercício de parar para pensar sobre o que está sendo alcançado no presente e o que esperar do futuro já permite ao gestor ver a empresa em perspectiva e estrategicamente. Desliga-se, por um breve momento, o foco do dia a dia do negócio, que atrai, naturalmente, maior atenção.
 
Com efeito, sabe-se que o líder precisa claramente levantar a cabeça e ver em volta, ver o horizonte. O empresário não pode ficar preso, apenas, ao aqui e agora. Por outro lado, é bom ter alguém de fora e independente ajudando na verificação dos números, até porque os empresários, muitas vezes, ficam solitários no seu pensar. 
 
É por trabalhar nesse sentido e junto à alta liderança das empresas que a consultoria não deve ser vista como um custo contábil, considerando que pode e deve ser, em termos econômicos, um investimento.

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