Coluna

|Era Digital - Conectado - Valério Figueiredo

Coluna

|Era Digital - Conectado

Veja por autor

Infraestrutura de TI Agora nas Nuvens

Com o maior crescimento entre os modelos disponíveis no mercado, a Computação em Nuvem com nível IAAS elimina os meios físicos, tornando-os virtualmente ilimitados.
whatsapp linkedin
Publicado em Sat Feb 22 23:17:00 UTC 2014 - Edição 803

No atual cenário de crise econômica global, as empresas se deparam com dois grandes desafios: a expansão para novos mercados e a redução dos custos. Há também a necessidade de lidar com uma crescente quantidade de informação, além da manutenção dos serviços prestados e da implementação de novas soluções em Tecnologia da Informação (TI). Eis o grande desafio: como evoluir e ao mesmo tempo reduzir os custos de investimentos em infraestrutura de TI? A adoção de tecnologias computacionais escalonáveis se mostra imprescindível, e, nesse contexto,  surge o paradigma da Computação em Nuvem com o nível IAAS, que oferece infraestrutura como serviço. De acordo com o Gartner Group, uma das maiores consultorias em tecnologia do mundo, o nível IAAS é a “bola da vez” da Computação em Nuvem, apresentando um crescimento médio anual de 41,3%, o maior dentre os modelos disponíveis no mercado.

Diferentemente do modelo convencional on-premise, em que as aplicações estão armazenadas em servidores internos que requerem upgrades periodicamente, o paradigma da Computação em Nuvem com IAAS propõe um novo modelo de negócios em TI, no qual os meios físicos computacionais são abstraídos, fazendo-os parecer virtualmente ilimitados e possibilitando a alocação dinâmica de recursos para suprir cargas imprevisíveis ou sazonais. Em outros termos, a organização racionaliza os investimentos em TI pagando apenas pelo que utiliza. Entre os benefícios diretos do modelo estão a gestão centralizada de recursos, redução de complexidade, redução de consumos energéticos e diminuição dos custos inerentes à manutenção e atualização de hardwares.

A possibilidade de hospedar servidores virtuais e backups na nuvem pode trazer inúmeros benefícios, porém recomenda-se cautela; a começar pela escolha do provedor que hospedará o serviço. Os recentes casos de espionagem americana reacenderam o debate sobre a segurança das redes, e os eventuais riscos de ter os dados armazenados fora do país, em uma espécie de caixa-preta, causam desconfiança em alguns gestores de TI. Apesar de os provedores garantirem segurança “máxima” em vários níveis, é preciso considerar que não existem sistemas invioláveis e os provedores de nuvem desde sempre são um alvo em potencial para ataques de hackers. Eventuais falhas nos serviços, qualidade e redundância nos links de internet também são fatores que devem ser considerados, sob o risco de comprometer o negócio.

É importante frisar que a terceirização da infraestrutura, apesar de possibilitar que pequenas e médias empresas tenham acesso a recursos computacionais antes disponíveis apenas para grandes corporações, não garante vantagens competitivas a longo prazo, se encarada sob um ponto de vista simplista. Ela deve ser tratada de forma mais estratégica, com o foco contínuo no negócio e na criação de inovações. O modelo IAAS, apesar de estar ainda em um estágio de maturação no mercado, veio para ficar e representa um novo modo de entregar e gerir a TI. As organizações que souberem como empregar corretamente suas estratégias de Cloud, certamente terão ganho de eficiência e competitividade.
 


Rede Gestão