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Seleção de Profissionais Estratégicos

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Publicado em 24.07.2005 - Edição 356
A seleção de profissionais para ocupar cargos estratégicos é um processo de fundamental importância para qualquer organização. A formação e o desenvolvimento de times competitivos — os únicos capazes de responder com eficiência aos desafios de um mercado em constante evolução — passam necessariamente pela escolha de pessoas com potencial de desenvolvimento em sintonia com as necessidades e o estilo de gestão da empresa.

A escolha requer uma série de cuidados e envolve requisitos que vão muito além de um currículo atrativo. É importante que a seleção leve em conta uma série de fatores — não apenas a observação da capacidade técnica e da experiência dos candidatos. Embora a experiência e uma boa base técnica sejam importantes no processo seletivo, o estilo do profissional e a identidade de seu projeto de vida com o projeto da organização contam pontos valiosos e podem fazer toda a diferença na hora da escolha. A sensibilidade do contratante e a qualificação do selecionador são essenciais para observar se os princípios do profissional estão em sintonia com os da empresa, o que é fundamental para a construção de um vínculo sólido. Profissionais que querem crescer junto com a organização, que compartilham seus valores e querem construir um projeto conjunto saem na frente. Também é muito importante haver afinidade entre os estilos. Um candidato excessivamente formal dificilmente é a melhor opção para uma empresa descontraída e vice-versa.

Para um processo de seleção eficiente, é preciso que haja clareza em relação ao perfil desejado para o candidato. A falta de objetividade em relação ao perfil do profissional a ser selecionado, com opiniões conflitantes entre o que se quer e o que de fato é necessário, infelizmente ainda é um problema comum. Um dos principais erros se dá quando o contratante apresenta um perfil idealizado do cargo ou demonstra uma expectativa irreal, desejando um profissional "pronto", capaz de resolver num passe de mágica os problemas da empresa. Outras vezes, percebe-se uma incompatibilidade entre a experiência exigida e o salário oferecido pela empresa. Cabe ao selecionador desmistificar esse perfil, apontando casos da mesma natureza que não obtiveram sucesso e repassando informações consistentes sobre salários e mercado de trabalho.

Alguns problemas bastante comuns podem ser evitados já nessa etapa, com a devida atenção do selecionador, evitando escolhas sem sintonia com o projeto da empresa, que pode trazer conseqüências desastrosas no futuro. O diálogo franco é a principal ferramenta do selecionador para superar essa dificuldade, ajudando a empresa a explicitar a natureza do conflito e a redefinir o perfil do profissional desejado.

Outro cuidado importante é assegurar a participação do gerente no processo seletivo — uma condição essencial para o seu sucesso. É praticamente impossível realizar a escolha do profissional estratégico sem o envolvimento de seu superior imediato. A empresa contratante deve participar ativamente da escolha, ajudando a definir o profissional com perfil mais adequado para ocupar o cargo.

Um processo seletivo eficiente deve passar por diversas etapas: (1) Entendimento da situação que o profissional irá administrar; (2) Levantamento do perfil; (3) Recrutamento dos candidatos; (4) Avaliação dos candidatos com entrevistas coletivas e individuais; (5) Levantamento de referências profissionais e comerciais; e (6) Elaboração e acompanhamento de um projeto de integração do profissional à empresa. Seriedade, competência e profissionalismo na condução de todas as etapas são fundamentais. Uma seleção adequada — ou inadequada — é uma decisão com repercussão direta no futuro da empresa. Para o bem ou para o mal.

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